2 12 2009

O Papo Cult está de férias…

…mas promete voltar recheado de novidades!

A equipe agradece a você, que nos acompanhou durante este semestre.

Um Natal de muita fé e um Ano Novo repleto de realizações.
É o que deseja Amanda Pirozzelli, Carmen Santos, Cesar Santos, Paulo Lima e Sally Borges

Até 2010!

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1 amor que vale por 500 dias

24 11 2009

por Cesar Santos

“This is not a love story. It is a story about love.” É com esse slogan atrelado ao seu pôster que “500 dias com ela” (500 days of Summer) estreou – em meados deste ano – nos Estados Unidos. Ao aterrizar em solo tupiniquim, no entanto, ele ficou de fora e por isso você pode não o ver tão facilmente por aí. A peça publicitária vai além de chamar a atenção do público, meramente pelo uso de uma frase de efeito, pois consegue um feito a mais: captar uma verdade inquestionável sobre o longa-metragem que anuncia.

Desde os primeiros minutos, “500 dias” promete não ser mais uma comédia romântica convencional. Ao invés de contar mais uma história bonitinha e com final feliz para um amor, prefere divagar sobre o que ele é – mesmo que isso exija uma profunda sinceridade e até certo nível de crueldade. Os quinhentos dias também acontecem, mas não exatamente seguindo uma ordem cronológica, pois a narrativa é não-linear e torna difícil saber o que virá a seguir na telona.

Joseph Gordon Levitt é quem encarna Tom Hansen, o jovem protagonista que se descobre perdidamente apaixonado por Summer (Zooey Deschanel). Ela não corresponde à paixão dele, mas há – no caminho – um longo tempo para que ele tente conquistá-la. Neste ponto, os desdobramentos da trama começam. O elenco é competente, ainda que a dupla principal carregue todo o filme nas costas ao longo da uma hora e meia de filme.

Na direção está como responsável Marc Webber que, tendo apenas experiência na telinha como diretor de videoclipes, é um estreante no comando de uma película para o cinema. Nem por isso comete grandes falhas, surpreendendo ao investir em agilidade e uma edição caprichosa. Tudo para criar uma embalagem agradável e moderna para um conteúdo já bem trabalhado. Ao final, pode-se pensar que não existe só vida após amor, como após as comédias românticas também.

* * *

OBS.1: No site do filme, tem mais que papel de parede ou cartão pra mandar à quem você gosta. Mande uma playlist com as suas músicas preferidas!

OBS.2: Se identificou tanto com a vida de Tom, que deseja ser amigo do Joseph Gordon Levitt? Atenção para o twitter do ator!





Notas da Superfície, e do desprezo por ela

22 11 2009

por Cesar Santos

Durante o velório de um velho amigo, um homem de meia-idade revê a própria vida que leva: sem qualquer contato mais profundo com nenhum aspecto de sua existência, tal qual sua família, profissão ou visão política. Um homem que se descobre angustiado por sua insignificância, por sempre estar em cima do muro. Este é Oscar e sua jornada interior retratados em “Notas da Superfície”, espetáculo em cartaz no Teatro Popular do SESI, na região central de São Paulo.

A peça começa no velório de Vidal (interpretado por André Grecco), que levanta de seu descanso para conversar com o amigo que não vê há muitos anos. Desse diálogo inicial – que conta também com a presença do zelador do cemitério (Bia Borin) – Oscar passa a refletir sobre o seu relacionamento com a ex-mulher Alice (Rita Batata) e a filha Ana (Fabiana Scaglioni), os dias em que frequenta o bar de Mazé (de Apoena Gurggel) e sobre as causas que deixou de apoiar quando se tornou servidor público. Com o apelo de personagens mitológicos – tal qual o Corifeu, de Marcelo Selingardi -, Oscar embarcará num caminho entre a vida e a morte, entre os dois lados de um mesmo muro.

O grupo de jovens atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI – SP traz dinamismo e agilidade em cena, além de boas interpretações à montagem. Especialmente em relação aos atores André Grecco e Apoena Gurggel, ambos responsáveis por momentos cômicos de humor negro e de tiradas inteligentes, cujas atuações já valeriam o ingresso. O cenário muda conforme a disposição e composição dos ambientes da estória, mas todos se utilizam de um único muro, ao fundo. Som e luz estão em níveis satisfatórios e permitem uma boa adequação do público assim que este adentra ao Mezanino do prédio.

Mas – se no que diz respeito à trama e elenco – não restam colocações, sobram-se queixas à infra-estrutura disponibilizada pelo SESI à montagem do autor Felipe de Moraes e da diretora Marcia Abujamra. Para começar, a escolha do Mezanino como espaço físico cedido não parece ter sido uma ideia das mais felizes. É apertado para a distribuição de palco, platéia e mesa de som, tornando-se mais semelhante à um corredor estreito. Além disso, para a já diminuta distribuição de cadeiras – são 50 lugares – elas são enfileiradas em nível plano, igual à estrutura do palco e a de todo o Mezanino, ocasionando o fato de que pessoas de estatura baixa ou que estejam em fileiras mais afastadas sequer vejam o andamento do espetáculo.

Devido às falhas supracitadas, grande parte do público que esteve presente à sessão vista optou por sair ainda nos primeiros minutos de exibição. Ademais, o surgimento de uma barata entre as cadeiras também fez com que outras pessoas da platéia se retirassem, causando um pequeno desvio de atenção. Por tudo isso, a vida de Oscar não é só insignificante para o próprio e para quem assistir ao drama, como também se tornou digna de desprezo logo na visão da Instituição que nos apresenta à ela, ironicamente. É o descaso por estar tão na superfície.

“Notas da Superfície”

No Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso – Mezanino

Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp

De 5 de Novembro até 20 de Dezembro

Quartas a Sábado, às 20h30m; Domingos às 19h30

50 lugares. Entrada Franca. 12 anos.

* * *

OBS.1: Felipe de Moraes, responsável pela peça, é um dos novos autores destacados pelo Núcleo de Dramaturgia SESI – British Council, que existe desde Outubro de 2007. Quer ser um novo autor teatral? Saiba mais sobre o processo seletivo e participe!

 

OBS.2: Quer conferir outra peça bacana ou se inteirar sobre qualquer programinha cultural que valha a pena? Se liga no twitter do Centro Cultural da FIESP!





2012

21 11 2009

Por Paulo Lima

Você pode achar que se trata de uma mistura entre “Uma Verdade Inconveniente” com “O Dia Depois de Amanhã”. Afinal, é bastante previsível. Não. “2012” não mostra um mundo que sofre as consequências da irresponsabilidade ecológica do ser humano. Desta vez, a humanidade paga por um acaso astrofísico, desencadeador do fenômeno supostamente responsável pela extinção dos dinossauros, que faz com que rajadas solares aumentem repentinamente a temperatura do interior do planeta. Assim, assistimos a continentes inteiros sendo engolidos por fissuras nas placas tectônicas e devastados por tsunamis pouco menores que o pico do Everest.

Esse cenário, como se sabe, foi antevisto por profecias de diversos povos antigos, mas o filme, ao contrário do que se espera, oferece um ínfimo espaço para o lado sobrenatural. É bem mais calcado no real. Se existe alguém que realmente previu a catástrofe, não foram os maias ou os hindus, mas um cientista apreciado no livro do protagonista. Vemos fiéis de todas as religiões sendo obrigados a aceitar a insuficiência de suas orações, muito bem ilustrada na cena em que o teto da Capela Cistina racha justo no contato entre o homem e Deus, no célebre afresco de Michelangelo, sugerindo um abandono do ser humano.

Mais uma vez, o apocalipse começa na terra do Tio Sam para, só assim, se difundir para o resto do planeta. Dentre todas as autoridades, apenas o presidente dos Estados Unidos (uma representação de Obama) apresenta resistência em se refugiar em arcas secretamente projetadas para resistir à hecatombe. Somente pessoas de alto cargo e prestígio sabem do fato e, se ameaçam contá-lo, são impiedosamente assassinadas.

O filme gira em torno de uma família que descobre o segredo e, ao mesmo tempo em que foge da morte e tenta alcançar o local onde se encontram as arcas, realiza uma série de acrobacias com carro e avião digna dos filmes de James Bond. Destaque para a cômica cena do Donut gigante.


Se a trama de “2012” parece desinteressante devido ao batido mote do planeta sendo destruído pela natureza, um bom motivo para assistir diz respeito aos extraordinários efeitos especiais. O realismo dos desastres, assim como o desabamento da cúpula do Vaticano em milhares de fiéis (a cena do desmoronamento do Cristo Redentor no Rio é frustrante), compensa qualquer deficiência na narrativa. Esta que, aliás, é bastante revestida pelo modo americano de fazer filmes, que consegue abrir espaço para o melodrama em meio ao caos.

* * *

OBS. 1: Todos os tipos imagináveis de teorias, conspirações, artigos e notícias sobre o fatídico ano de 2012 são reunidos no site Porque2012.com.

OBS.2: Desde 1947, funciona o Relógio do Fim do Mundo. Foi construído com base na premissa de que o fim dos tempos pode chegar de outra maneira.

OBS.3: Relembre e sinta, por meio desta matéria, como estava o clima diante da possibilidade de o mundo acabar no ano 2000.

 





O Mágico de Nós supera imprevistos

16 11 2009

Por Sally Borges

O Magico de Nos
A Temporada da peça O Mágico de Nós, no Teatro Tucarena esta se despedindo da platéia. Com mais duas semanas de apresentação, o grande sucesso infantil, dirigido por Cesar Gouvêa, traz um grande diferencial que é a improvisação e interação com o público.

A peça que já esteve em cartaz no começo do ano, no SESC Paulista, conta a mesma história do filme. A pequena menina Dorothy é transportada ao mundo de Oz. Com seus sapatinhos vermelhos, precisa atravessar a estrada de tijolos amarelos e encontrar, com a ajuda do Mágico de Oz, o caminho de volta para casa. No trajeto, descobre um espantalho que queria ser gente, um homem de lata que sonha em ter um coração e um leão covarde em busca de coragem.
O Magico de Nos3
O desaparecimento de um dos personagens é o elemento que abre espaço para as improvisações. Para trazê-lo de volta, os atores e as crianças devem inventar histórias que agradem o misterioso mágico. Cada gesto, cada palavra, cada idéia sugerida, passa a ser fundamental para que o espantalho, o leão, o homem de lata, Dorothy e seu cão, cumpram suas jornadas. A adversidade se transforma e a nossa imaginação abre caminhos para novas soluções. O desfecho da história fica por conta do público, ou seja, cada apresentação é única e diferenciada.

Com idealização de Cesar Gouvêa (fundador do grupo), os atores deixam de lado seus narizes vermelho, mas não abandonam a espontaneidade e graça do palhaço. Com dramaturgia de Cesar Gouvêa e Cláudio Thebas (Jogando no Quintal) e com Paola Musatti (Jogando no Quintal), Eugênio La Salvia (Banda Gigante), Hernani Sanchez, Anderson Bizzocchi (Os barbixas) e Daniel Ayres (Grupo Batuntã).

A peça vai até o dia 29 de novembro, com apresentações sempre aos sábados e aos domingos às 16 horas. Quem ainda não assistiu, vale a pena entrar no mundo da fantasia e se sentir como um dos personagens do O Mágico de Oz.

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OBS.1: Garanta logo o seu ingresso pelo site de compras do Teatro!

OBS.2: Saiba mais sobre a história desse clássico nesse site!





Noite em cena

14 11 2009

por Carmen Carolina Souza

noite em cena fotoooHá cinco semanas, São Paulo ganhou uma nova casa cultural. Noite em cena, com idealização de Leonardo Stefanini, chega para integrar arte ao espírito noturno. Em um ambiente aconchegante, os espectadores contemplam uma peça no palco do teatro e depois se direcionam para o lounge, onde podem assistir a um show ao vivo de jazz. No final da noite, a pista de dança é aberta para os que querem curtir a noite ainda mais. Por ser um espaço pequeno, com ocupação de no máximo 350 pessoas, os espectadores recebem um atendimento quase personalizado. A fidelização dos clientes é uma das prioridades da casa. O local, juntamente com o cenário próprio, é a atração principal. Para as próximas semanas, já está confirmada a peça “Noivas de Nelson”, uma adaptação do texto de Nelson Rodrigues. O espaço promete agitar as quintas feiras da capital paulista e torná-las bem mais cultural.

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Obs.1: A peça “noivas de Nelson” é bastante famosa no cenário teatral. Leia uma resenha crítica sobre ela.

Obs.2: Já existem em São Paulo alguns lugares que integram arte à noite. O bar “fim do mundo” é um deles. Conheça!





8ª Bienal Internacional de Arquitetura

12 11 2009

por Amanda Pirozzelli

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No dia 31 de outubro teve início a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (BIA), no Pavilhão da Bienal, localizado no parque do Ibirapuera, zona sul da cidade. A oitava edição do evento, traz como tema “Ecos Urbanos – Espacialidade, Conectividade Originalidade e Sustentabilidade”, propondo uma reflexão sobre as cidades contemporâneas, sua infraestrutura e a questão do habitat humano.

Além disso, a programação inclui projetos de estádios reformados por arquitetos para a Copa de 2014, com modelos imponentes e modernos, e também um espaço destinado à apresentação de trabalhos feitos por estudantes de arquitetura.

A BIA conta com exposições internacionais com trabalhos de países como: França, EUA, Portugal, Alemanha, Holanda, Itália e China, além de projetos artísticos dos grafiteiros Ozi, Kobra, Jayme Prades , Carlos Matuk e por fim, uma instalação da artista plástica Marina Inoue.

estádioHá também a ala Expo Profissionais, onde serão expostos 106 projetos de arquitetura e urbanismo com autoria de brasileiros e estrangeiros, que trazem fotos, textos e maquetes. Já na Expo Estudantes, haverá um espaço destinado para que os futuros arquitetos apresentem idéias para quiosques espalhados em parques públicos.

O evento, que também traz atividades para crianças e adolescentes, se encerra no dia 6 de dezembro. A bilheteria fica aberta até às 20h e seu horário de funcionamento é das 12h às 22h, de terça a quinta-feira e das 10h às 22, nas sextas, sábados, domingos e feriados.

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OBS.1: Para mais informações, acesse o site oficial da Bienal.
OBS.2: Reportagem que ilustra um dos projetos apresentados na Bienal, uma maquete do Estádio do Morumbi.

OBS.3: Outro vídeo que mostra mais detalhes da BIA.