por Amanda Pirozzelli Um dos maiores nomes da literatura brasileira, finalmente foi reconhecido com uma peça em sua homenagem. Clarice Lispector (1920-1977), autora de livros como “A Hora da Estrela”, “Laços de Família”, “Água Viva”, entre outros; foi homenageada com o monólogo “Simplesmente Eu. Clarice Lispector”, encenado, adaptado e dirigido pela atriz Beth Goulart. Ao longo de dois anos, Beth pesquisou a fundo a vida e obra da autora, a fim de compor a personagem de Clarice e também de quatro de suas personagens, que segundo a atriz, acabam incorporando algumas características da escritora em seus perfis. Alegando que essas quatro mulheres se parecem com Lispector, a história alterna momentos de sua vida, com as histórias por ela narradas. O conteúdo do espetáculo, consiste em depoimentos, correspondências, entrevistas e trechos dos livros “Perto do Coração Selvagem”, “Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres”, além dos contos “Amor” e “Perdoando Deus”. O monólogo traz temas como, reflexões sobre a criação, Deus, vida e morte, solidão, amor, loucura, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, arte, aceitação, inspiração e entendimento. A peça atualmente em cartaz no Rio de janeiro e bastante elogiada pela crítica, está prevista para chegar a São Paulo no início de 2010. Vale ressaltar que este é o primeiro de uma série de projetos de direção e dramaturgia de Beth Goulart sobre figuras femininas brasileiras. * * * OBS.1: Última entrevista da escritora, concedida à TV Cultura. Foi parte do material utilizado por Goulart para compor a personagem. Vale ressaltar que a entrevista possui 5 partes, sendo esta a primeira.
Além da extrema semelhança física entre a atriz e Clarice, para dar vida à escritora, Beth fez dois workshops com Daisy Justus, psicanalista especializada na autora, que analisa sua obra sob a ótica da psicanálise. Além disso, contou também com seis meses de preparação vocal e corporal. Encarnou perfeitamente Lispector, tanto na fala, misturando a língua presa e o sotaque pernambucano, como também no jeito de olhar e manias ao fumar um cigarro.
OBS.2: Site que reúne obras e informações sobre a escritora Clarice Lispector.
OBS.3: Um pouco mais sobre a carreira da atriz Beth Goulart
Simplesmente Clarice
23 10 2009Comentários : 3 Comentários »
Tags: Beth Goulart, Clarice Lispector, Literatura, Simplesmente Eu. Clarice Lispector, Teatro
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A modernização de Caymmi
19 10 2009Por Sally Borges

Lançado este mês pela Editora Barcarolla, o livro Caymmi sem folclore tem o intuito de revelar o outro lado do compositor Dorival Caymmi. O autor do livro, André Domingues, mostra que o cantor não tinha só laços com o folclore, mas teve grande envolvimento com o modernismo e o urbanismo.
Quando se fala em Dorival Caymmi, um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira, o barulho do mar, mais precisamente de Salvador é tomado pelos pensamentos alheios. Natural da Bahia, além de compositor e cantor, Caymmi foi também violinista, ator e até pintor. Sua inspiração era totalmente relacionada à Bahia, compôs hábitos, costumes e tradições do povo baiano. Criou o seu próprio estilo de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e grande riqueza melódica. Suas obras mais populares são Saudade de Bahia, Samba da Minha Terra, Saudade de Itapuã, Maracangalha e O Que é Que a Baiana Tem.

Intitulado pelos críticos e leitores como o livro que mostra Dorival Caymmi da “Bahia carioca”, o autor diz que a produção baiana ocorreu no Rio de Janeiro, na era de ouro da música popular. O autor ainda comenta que em sua terra natal, Dorival fazia marchinhas cariocas e que acabou refletindo o imaginário nacional. Domingues desconstrói o universo do folclore, da praia, do candomblé e do samba de roda que rodeiam o compositor. De acordo com o livro, o mundo da cidade, do rádio, da imprensa, da modernidade do século XX também faz parte da história de Caymmi.
O compositor faleceu ano passado com 94 anos. Por isso, Domingues analisa apenas desde 1938 a 1959 a vida artística de Caymmi, no qual foi o período em que o músico consolidou a carreira e cria a maior parte do seu repertório – das 109 canções compostas 69 vêm a público no intervalo de 20 anos. A trajetória começa com O Que é Que a Baiana Tem, sua primeira gravação que ficou conhecida na voz de Carmem Miranda, e termina com o LP Chega de Saudade. Apesar da crítica personalidade baiana de Caymmi, o livro não deixa de falar sobre sua vida espetacular e eternizada pela cultura brasileira.
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OBS.1: O crítico musical André Domingues dará um workshop com o titulo Dorival Caymmi – Em Busca da Brasilidade, nos dias 22 e 29 de outubro das 10h ás 12h, no auditório da Unidade Luz da Tom Jobim – EMESP. Faça sua inscrição aqui para participar e saber de todos os detalhes. Ou ligue para o telefone 35859888 para mais informações.
OBS.2:As grandes composições de Dorival Caymmi são disponibilizadas nesse site para todos que querem apreciar uma parte da nossa MPB.
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Tags: André Domingues, Caymmi Sem Folclore, Dorival Caymmi, Literatura, MPB
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Histórias de Canções: Chico Buarque vê sua banda passar
12 10 2009Por Sally Borges

As músicas de Chico Buarque fazem parte da música brasileira. Agora, elas podem ser reveladas através de incríveis histórias relatadas por Wagner Homem, grande amigo de Chico. Esperado por muitos fas e admiradores, Histórias de Canções – Chico Buarque coleciona as histórias de famosas músicas de um dos maiores compositores da MPB. O autor conta com detalhes tudo o que o público querer saber.
Despertando a curiosidade de muitos, as histórias revelam muita coisa que os ouvintes nem imaginariam que pudesse ser o que é. Quem não gostaria de saber pra quem foi feita esta ou aquela canção, quem é a filha dos versos “você não gosta de mim, mas sua filha gosta” ou ainda o “você” de “Apesar de você”? Ou quem são “Carolina”, “Januária”, a “Morena dos Olhos d’água”, “Beatriz” e outras tantas? Além disso, mostra a relação de Chico Buarque com seus parceiros Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Toquinho, que tiveram grande importância em sua carreira. Engraçadas, tristes, reveladoras ou simplesmente curiosas, essas histórias descortinam o universo em que as canções aparecem e os fatos que a elas se ligam. O leitor também poderá conhecer um pouco da história recente do Brasil e da personalidade, processo criativo e hábitos dos personagens que se envolvem nas histórias.
Amigo de muitos anos de Chico Buarque, Wagner Homem ajudou o compositor a complementar suar carreira com livros e seu site oficial, que ganhou três vezes consecutivos o prêmio ibest, concurso de websites corporativos e pessoais. A partir daí, o jornalista não saiu mais do lado do cantor e segue com ele até os dias de hoje. Esse livro mostra a verdadeira composição de Chico, que você ouvirá com outros ouvidos!
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OBS.1: Quer saber mais sobre o livro e algumas histórias? Entre no site do livro e descubra o que o livro tem para sua leitura ser mais emocionante!
OBS.2: Chico Buarque é um dos compositores mais importantes da MPB. No seu site oficial você encontra tudo sobre ele e ainda fica sabendo os seus próximos shows!
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Herta Müller vence prêmio Nobel de literatura
9 10 2009por Carmen Carolina Souza

Em Estocolmo, na Suécia, foi divulgado o 106° vencedor do prêmio Nobel de Literatura. É uma mulher, tornando-se a 12ª da história da premiação. O título, que já foi dado a grandes nomes como José Saramago e Gabriel Garcia Márquez, foi entregue este ano para a romena Herta Müller, 56, com o livro cujo título original em alemão é “Atemschaukel”, desbancando autores favoritos como o israelense Amós Oz e a norte-americana Joyce Carol Oates.
O livro é narrado sob a ótica de um jovem que vivencia de perto as condições difíceis nos campos de trabalho soviéticos na época posterior à Segunda Guerra Mundial, quando a União Soviética estava sendo reconstruída.
Escritora de livros como “O Homem É Um Grande Faisão Sobre a Terra” e “A Terra das Ameixas Verdes”, tem apenas um livro publicado no Brasil. “O Compromisso”, lançado em 2004 e traduzido por Lya Luft, conta a história de uma jovem operária na época da ditadura de Nicolae Ceauşescu, evidenciando uma característica marcante da obra de Müller, que é a autobiografia.
Herta Müller foi perseguida ao não colaborar com a polícia romena, e assim cria livros, ensaios e poemas sob a dura perspectiva de uma vida conturbada por imposições políticas contrárias aos seus ideais.
O prêmio será entregue no dia dez de dezembro e renderá à vencedora o montante de 1,4 milhões de dólares.
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OBS.1: O prêmio Nobel tem mais de cem anos. Confira a lista de vencedores .
OBS.2: Conheça o estilo de Herta Müller lendo “O Compromisso” .
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Os doces poemas de Cora Coralina
8 10 2009por Amanda Pirozzelli

Após as últimas mostras dedicadas a nomes como Clarice Lispector, Guimarães Rosa e Machado de Assis, chegou a vez de Cora Coralina ser homenageada. No ano em que a poetisa faria 120 anos, o Museu da Língua Portuguesa, localizado na Estação da Luz, expõe “Cora Coralina: Coração do Brasil”.
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas – mais conhecida por seu pseudônimo Cora Coralina – nasceu em Goiás e começou a escrever aos 14 anos. De origem humilde, não chegou a terminar os estudos e era doceira por profissão. Cora produziu obras conhecidas pela presença de elementos folclóricos e retratos da vida cotidiana do interior brasileiro. Morou por 45 anos no interior de São Paulo após casar-se; no entanto em 1956, retornou para Goiânia, onde morreu em 85. Entre suas obras, constam “Estórias da Casa Velha da Ponte”, “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais”, “O Tesouro da Casa Velha”, além do infantil “Meninos Verdes”.
A exposição, que ocupará o segundo andar do museu, tem curadoria de Júlia Peregrino e cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara. O acervo pertence ao Museu Casa de Cora Coralina e à sua filha Vicência Bretas Tahan. A mostra mescla imagens de seu universo pessoal, como por exemplo, o casarão onde morou e os doces por ela feitos, com trechos de suas poesias. Exibe ainda, documentos inéditos da autora, como diários e originais de seus livros, alguns expostos pela primeira vez em São Paulo. Além disso, os visitantes poderão assistir um vídeo com declarações da poetisa. Merecem destaque também, um caderno usado por Cora para colar fotos de Goiás, com um poema diferente para cada imagem, um mural com um mosaico de fotografias pessoais, que ajudam a entender como foi a vida da artista e o cenário que remete às velhas janelas coloniais e os balaústres da ponte que fica ao lado da casa onde ela viveu em Goiás.
A mostra ficará em exibição até o dia 13 de dezembro e o horário de funcionamento do museu é de terça a domingo, das 10 às 18 horas. O preço do ingresso é R$ 6,00, porém estudantes com carteirinha pagam meia. Idosos, crianças até 10 anos e professores da rede pública não pagam ingresso. Vale ressaltar que o pagamento é feito apenas em dinheiro e aos sábados, a entrada é franca.
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OBS.1: Para mais detalhes sobre a exposição, acesse o site do Museu da Língua Portuguesa ou entre em contato através do tel (11)33260775 ou do e-mail emailmuseu@museudalinguaportuguesa.org.br
OBS.2: Vídeo do programa Metrópolis, da TV Cultura, que ilustra a exposição “Cora Coralina: Coração do Brasil”.
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Turmas crescidas e rentáveis
29 09 2009Por Paulo Lima
Na década de 1970, duas meninas baixinhas e duronas disputavam pela atenção dos fãs de quadrinhos nas bancas brasileiras. Depois de quase 40 anos, elas voltam a se encontrar, desta vez com corpos esguios, roupas e acessórios descolados (destoando dos invariáveis vestidinhos) e desafios típicos da adolescência. Personagens clássicos do mundo infantil, Mônica e Luluzinha cresceram e, com isso, revelaram nova receita para o sucesso. Só a dentucinha chegou a desbancar em vendas o veterano Homem-Aranha, em marco sem precedentes.
Em agosto do ano passado, em meio a caras de espanto e desconfiança, estourou a notícia que um dos mais renomados gibis made in Brasil, que há quatro décadas influenciou e formou gerações, recebeu uma nova vertente. A proposta de Maurício de Souza era testar um projeto que há anos vinha maturando mas que relutava em botar em prática: crescer seus personagens. Conforme declarou o quadrinista em entrevistas, a mudança foi repensada várias vezes porque talvez não estivesse preparado para suportar o baque de ver seus “filhos” com 16 anos.
Foi decidido que a nova revista contaria com o estilo mangá, teria as suas páginas em preto-e-branco e, durante as histórias, seriam abordados temas mais sérios como bebidas, drogas e sexo. Na prática, apesar de algumas concessões, o autor perceptivelmente mantém seu estilo original de desenhar. Os assuntos pesados, se entram em discussão, são tratados de maneira superficial. E o grande chamariz fica mesmo por conta da surpresa ao ver os personagens em sua versão adolescente. A Mônica agora é esbelta, controlada e divide a atenção entre o coelho de pelúcia e o laptop; a Magali continua glutona, mas vive de dieta; o Cebolinha, que exige ser chamado de Cebola, passou por uma fonoaudióloga e só troca as letras quando fica nervoso; por fim, o Cascão toma banho, mesmo que ainda não goste, e usa brinco. Embora a iniciativa tenha gerado controvérsias, foi recebida com êxito não só pelos jovens como por crianças e adultos.

De olho nos excelentes resultados, a editora Ediouro, pelo selo Pixel, lançou em junho deste ano a versão jovem de Luluzinha, também em estilo japonês. A grande diferença está na presença de algumas páginas coloridas, no traçado mais fidedigno ao mangá, nas histórias mais maduras e menos cômicas e na interação entre os leitores e a protagonista (que pede ajuda na resolução de charadas e comentários em “seu” blog).
O primeiro número de “Turma da Mônica Jovem” teve uma tiragem de 80 mil exemplares que, devido o sucesso, saltou para 230 mil. Nas edições posteriores, o número aumentou para 375 mil, com um pico de 405 mil na edição que mostrava o polêmico beijo entre Mônica e Cebolinha . O número bate os 350 mil do sucesso das HQs “Homem-Aranha”, recorde conseguido com a publicação da edição de janeiro, onde o cabeça-de-teia topa com o recém-empossado Barack Obama. Já “Luluzinha Teen”, desde seu lançamento, mantém os 100 mil.
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OBS.1: A equipe do blog “Melhores do Mundo” fez uma análise do primeiro número de “Turma da Mônica Jovem”. Apesar da linguagem nada polida, o texto mostra uma primeira impressão aprofundada e toca em pontos cruciais acerca da transformação da revista, dos personagens e da trama.
OBS.2: Como Luluzinha é um patrimônio global, a “audácia” brasileira de crescê-la ocasionou alfinetadas de críticos de outros países.
OBS.3: Toda a jornada de chegada, fixação e difusão dos mangás em território ocidental é minuciosamente delineada na coluna d’O Povo Online.
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XIV Bienal do Livro do Rio de Janeiro
24 09 2009
por Amanda Pirozzelli Na última semana, aconteceu a XIV Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no período de 10 a 20 de setembro. O evento ocorreu no Riocentro, maior centro de convenções da América Latina e contou com a presença de 640 mil pessoas, superando todas as expectativas de público, mídia e vendas, atingindo um crescimento de 30% desde a última edição. Ocorre há 26 anos e é um evento tanto cultural, como empresarial, uma vez que stands de editoras ficam expostos na feira. Na edição deste ano, foi proposta uma renovação na programação, para que fosse mais dinâmica e diversificada, abordando gêneros da literatura clássica e atual, além de trazer novas formas de contato entre o público e os livros. Essa reformulação, contou também com a segmentação dos espaços, a fim de atender às mais diversas faixas etárias e perfis. Para isso, foram criadas 3 novas seções: Livro em Cena, Floresta de Livros e Mulher e Ponto, além da já conhecida Café Literário e de uma exposição. Abaixo, a descrição da programação: Além destas seções, os visitantes puderam rever a exposição “José Olympio – Um editor e sua casa”, apresentada no ano passado na Biblioteca Nacional, uma homenagem a um dos principais editores do século passado, responsável por publicações das obras de Jorge Amado, Gilberto Freyre, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos. Teve a curadoria de José Mário Pereira Filho e projeto museográfico de Victor Burton. A mostra pretendia dar uma visão de como eram feitas as edições de livros na primeira metade do século XX. Com um investimento de R$ 1,7 milhão, 30% a mais que em 2007, a XIV Bienal do Livro teve ao todo, mais de 100 autores brasileiros e 18 internacionais presentes nos 11 dias de evento. Estima-se que com o recorde de público e a reformulação da edição deste ano, tenham sido vendidos 2,45 milhões de livros. * * * OBS.1: Para saber um pouco mais sobre a última edição do evento, é possível acessar o site da Bienal. OBS.2: Leitura de trechos de Vidas Secas, por Matheus Nachtergaele na seção Livro em Cena.
Café Literário: sucesso de público, consiste num bate-papo informal e intimista. Nesta edição foram 36 sessões onde os fãs e leitores puderam ver seus autores preferidos de perto. O professor de literatura da UERJ, escritor e crítico literário, foi o responsável por promover os debates. Nas sessões, que tem como principal característica a descontração, foram convidados autores nacionais e internacionais para debaterem temas como processo de criação, livros, idéias, personagens e gêneros. Contou com nomes como Leonardo Boff, Laurentino Gomes, Ruth Rocha e Joseph O’Neill. Vale ressaltar que as sessões internacionais tiveram tradução simultânea.
Mulher e Ponto: destinado às mulheres, que são mais da metade do público leitor do país, abordou temas variados, como comportamento, literatura, filosofia e relações amorosas. Apesar de tratar do mundo feminino, atraiu diversos públicos da Bienal. Sob curadoria de Sônia Biondo, teve presenças de Márcia Tiburi, Danuza Leão, Lia Luft, Patrycia Travassos, entre outros.
Livro em Cena: sob curadoria do ator e diretor Paulo José, local onde os personagens criaram vida, surgindo através de leituras dramatizadas de clássicos. Participaram nomes como Tony Ramos, Matheus Nachtergaele, Marília Pêra, Giulia Gam, Lázaro Ramos, Renata Sorrah.
Floresta de Livros: espaço que esteve sempre cheio e destinado às crianças, no entanto também foi bem recebido por adultos. Área lúdico-narrativa, onde os visitantes puderam entrar em contato com livros e as histórias por eles trazidas. Comandada por João Alegria, tinha como objetivo a descoberta do prazer da leitura através de sons, tato e imagens. Além das Árvores Falantes, que interagiam contando histórias clássicas e contemporâneas da literatura infanto-juvenil, havia o Livro Mágico, a Sala Secreta, um espaço de descanso com sofás e livros que podiam ser manuseados e a Clareira, local em que os seres das histórias ganhavam vida ao se apresentarem.
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Revelando a Maçonaria
23 09 2009Por Paulo Lima

Os adeptos do romance policial de Dan Brown poderão finalmente cessar o jejum. Na semana passada, chegou às estantes sua mais recente obra, “O Símbolo Perdido”. A continuação de “O Código da Vinci” é novamente protagonizada pelo perito em símbolos Robert Langdon, que desta vez percorre Washington em busca de decifrar a maçonaria. Por enquanto apenas disponível em inglês, o livro bateu o recorde de vendas no dia do lançamento, conforme sua editora e livrarias.
Ap
ós a publicação de “O Código da Vinci”, em 2003, de lá para cá vendidos 81 milhões de seus exemplares em escala mundial, o escritor norte-americano Dan Brown vinha adiando a apresentação de “O Símbolo Perdido”. A demora pode ser explicada pelo fato de que o autor teve de encarar várias distrações, assim como o sucesso, o processo por plágio (que ganhou) e as adaptações ao cinema. Sem contar as cansativas pesquisas que fez e a dificuldade em conciliar o complexo produto delas com um livro de acessibilidade a todos. Apesar de não possuir ligações com a maçonaria, Brown ficou também tentado por sua filosofia. Só não aderiu a ela porque teria de fazer votos de silêncio e, deste modo, o livro não sairia.
Nick Owchar, do Los Angeles Times, e Janet Maslin, do New York Times, foram os redatores das primeiras resenhas sobre “O Símbolo Perdido”. Owchar informa que Robert Langdon irá a Washington a convite de seu amigo rico Peter Solomon, um maçom de alto nível hierárquico, para proferir uma palestra. No entanto, ao chegar no Capitólio, onde aconteceria o evento, ele percebe que foi vítima de uma falcatrua. Maslin, por sua vez, dá enfoque ao arqui-inimigo da vez de Langdon, um psicopata prepotente que se autointitula Mal’akh (“anjo”, em hebraico), que submeterá o simbologista a mais provações, assim como prendê-lo em um tanque que ligeiramente se enche de água e dar-lhe apenas 60 segundos para desvendar um código de 64 símbolos.

O livro chegou às livrarias no último dia 15, terça-feira. Segundo o grupo editorial Random House, em um só dia foram vendidos mais de um milhão de exemplares nos EUA, Canadá e Reino Unido. Foi a comercialização mais rápida de um romance para adultos, revelou a rede de livrarias inglesa Waterstone’s. No mesmo instante em que saiu o formato em capa dura, também foi disponibilizada a vertente e-Book. Quem estiver ansioso pela versão em português, terá que aguardar até o dia 4 de dezembro, quando estreia oficialmente no Brasil.
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OBS.1: Quem não deseja esvaziar o bolso no dia do lançamento nacional pode participar da promoção realizada pela editora Sextante e, com sorte, adquirir o seu exemplar de graça.
OBS.2: Os resenhistas devoradores do livro, nos sites dos respectivos veículos, têm suas reportagens publicadas na íntegra: Los Angeles Times e New York Times.
OBS.3: Você enxerga alguma relação entre “O Símbolo Perdido” e “The Secret”? A neurocientista Suzana Herculano-Houzel discorre que os dois têm tudo a ver.
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A Revelação do Jornal Nacional
14 09 2009Por Sally Borges

O telejornal de maior audiência do Brasil, o Jornal Nacional, ganha mais um livro sobre sua criação e organização. O livro “Jornal Nacional – Modo de Fazer” (Ed. Globo, 248 páginas) foi lançado este mês, e sua autoria é feita pelo editor-chefe e apresentador William Bonner. O livro abrange diversos públicos, desde estudantes e profissionais da área até pessoas curiosas em saber sobre os bastidores do programa. O seu contexto se torna interessante devido à forma simples de escrita e pela cumplicidade que o autor apresenta com o leitor.

De maneira clara e objetiva, o livro mostra os critérios para a seleção de notícias que vão ao ar, a função de cada um da equipe, acontecimentos internos e muitos outros. Enfim, é um dia típico na redação com muitos detalhes de cada etapa e informações extras que atraem o leitor e faz com que ele compreenda a importância de cada notícia veiculada.
A partir desse livro, o leitor recebe informações do processo de repassagem da notícia e junto à família, assistindo ao telejornal, cada um cria opiniões e tomam decisões elementares do país em que vivemos e, principalmente, de sua vida. A versatilidade do Jornal Nacional contribui para o crescimento de cada telespectador, tornando-o mais apto de se relacionar com o apresentador e ingerir a notícia com seriedade.
O Jornal Nacional esta completando 40 anos, e cada vez mais ganha espaço e credibilidade na televisão brasileira. Com forma tradicional e um toque de criatividade, o telejornal foi ficando mais moderno com o passar dos anos e introduziu novos formatos, cenários, aberturas e apresentadores. Produzido no Rio de Janeiro, o programa informativo foi ao ar pela primeira vez em 1969. Apresentado por Cid Moreira e Hilton Gomes, a emissora conseguiu altos índices de audiência e se tornou o mais importante noticiário brasileiro. Em 2000, o jornal passou a ser apresentado de dentro da redação e mostrou um maior envolvimento com a redação e uma excelente relação com equipe de trabalho.
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OBS.1: O telejornal mais assistido no Brasil, também informa pela internet em seu site profissional dirigido pela Rede Globo. Assim como na televisão, o site é diversificado, bem elaborado e apresenta seriedade e clareza ao divulgar as notícias.
OBS.2: Citado anteriormente, o Jornal Nacional é recorde de audiência no horário em que é apresentado. Esta pagina informativa do site da Rede Globo, apresenta a audiência e participação dos estados brasileiros e o perfil dos telespectadores.
OBS.3: Apresentar o jornal televisivo mais famoso do Brasil não é para qualquer um. Conhecidos em qualquer canto do país, William Bonner e Fatima Bernardes são verdadeiras celebridades. Este humilde site de famosos divulga algumas fotos do dia do lançamento do livro (03/09).
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