Turmas crescidas e rentáveis

29 09 2009

Por Paulo Lima
 
casais_mon_luluNa década de 1970, duas meninas baixinhas e duronas disputavam pela atenção dos fãs de quadrinhos nas bancas brasileiras. Depois de quase 40 anos, elas voltam a se encontrar, desta vez com corpos esguios, roupas e acessórios descolados (destoando dos invariáveis vestidinhos) e desafios típicos da adolescência. Personagens clássicos do mundo infantil, Mônica e Luluzinha cresceram e, com isso, revelaram nova receita para o sucesso. Só a dentucinha chegou a desbancar em vendas o veterano Homem-Aranha, em marco sem precedentes.

Em agosto do ano passado, em meio a caras de espanto e desconfiança, estourou a notícia que um dos mais renomados gibis made in Brasil, que há quatro décadas influenciou e formou gerações, recebeu uma nova vertente. A proposta de Maurício de Souza era testar um projeto que há anos vinha maturando mas que relutava em botar em prática: crescer seus personagens. Conforme declarou o quadrinista em entrevistas, a mudança foi repensada várias vezes porque talvez não estivesse preparado para suportar o baque de ver seus “filhos” com 16 anos.

Foi decidido que a nova revista contaria com o estilo mangá, teria as suas páginas em preto-e-branco e, durante as histórias, seriam abordados temas mais sérios como bebidas, drogas e sexo. Na prática, apesar de algumas concessões, o autor perceptivelmente mantém seu estilo original de desenhar. Os assuntos pesados, se entram em discussão, são tratados de maneira superficial. E o grande chamariz fica mesmo por conta da surpresa ao ver os personagens em sua versão adolescente. A Mônica agora é esbelta, controlada e divide a atenção entre o coelho de pelúcia e o laptop; a Magali continua glutona, mas vive de dieta; o Cebolinha, que exige ser chamado de Cebola, passou por uma fonoaudióloga e só troca as letras quando fica nervoso; por fim, o Cascão toma banho, mesmo que ainda não goste, e usa brinco. Embora a iniciativa tenha gerado controvérsias, foi recebida com êxito não só pelos jovens como por crianças e adultos.

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De olho nos excelentes resultados, a editora Ediouro, pelo selo Pixel, lançou em junho deste ano a versão jovem de Luluzinha, também em estilo japonês. A grande diferença está na presença de algumas páginas coloridas, no traçado mais fidedigno ao mangá, nas histórias mais maduras e menos cômicas e na interação entre os leitores e a protagonista (que pede ajuda na resolução de charadas e comentários em “seu” blog).

O primeiro número de “Turma da Mônica Jovem” teve uma tiragem de 80 mil exemplares que, devido o sucesso, saltou para 230 mil. Nas edições posteriores, o número aumentou para 375 mil, com um pico de 405 mil na edição que mostrava o polêmico beijo entre Mônica e Cebolinha . O número bate os 350 mil do sucesso das HQs “Homem-Aranha”, recorde conseguido com a publicação da edição de janeiro, onde o cabeça-de-teia topa com o recém-empossado Barack Obama. Já “Luluzinha Teen”, desde seu lançamento, mantém os 100 mil.

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OBS.1: A equipe do blog “Melhores do Mundo” fez uma análise do primeiro número de “Turma da Mônica Jovem”. Apesar da linguagem nada polida, o texto mostra uma primeira impressão aprofundada e toca em pontos cruciais acerca da transformação da revista, dos personagens e da trama.

OBS.2: Como Luluzinha é um patrimônio global, a “audácia” brasileira de crescê-la ocasionou alfinetadas de críticos de outros países.

OBS.3: Toda a jornada de chegada, fixação e difusão dos mangás em território ocidental é minuciosamente delineada na coluna d’O Povo Online.





OI Megarampa 2009

28 09 2009

Por Sally Borges

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A grande atração desse final de semana foi, com certeza, a MegaRampa. Realizado no Sambódromo do Anhembi, nos dias 26 e 27, o evento alcançou um público de 10 mil pessoas em cada dia. Patrocinado pela Oi, esta é a segunda vez que a Big Air, assim chamada nos Estados Unidos, é montado no Brasil.

O sucesso do ano passado foi tão grande, que nesse ano, a MegaRampa, não deixou a desejar. O sucesso foi o mesmo. A pista, que alcança 27 metros de altura e possui 107 metros de extensão, é a maior do mundo. Sua altura equivale a de um prédio de nove andares e 1.300 metros quadrados é o total da área construída. Nesses dois dias ensolarados, a MegaRampa fez a cabeça de muitos skatistas, bikers e daqueles que curtem esportes radicais.

Megarampa4A atração, de maior visibilidade desse esporte, foi idealizada há seis anos pelo skatista americano Danny Way, e projetada pelo construtor civil, também americano, John Tyson. Hoje, ela se tornou a modalidade mais radical do skate, no qual, poucos atletas são corajosos o bastante para enfrentá-la. Os competidores audaciosos conseguem atingir cerca de 80km/h, e ainda conseguem realizar manobras e saltos a 20 metros livres. São realizadas manobras básicas e complexas na Jump Ramp, que nesse caso, atinge 70 pés, e no Quarter Pipe.

E o grande campeão, conquistando seu bicampeonato, foi o brasileiro Bob Burnquist, um dos melhores, se não o melhor, e mais respeitado skatistas do mundo. O segundo lugar ficou com o australiano Jake Brown, a mesma colocação que obteve na edição do ano passado. E em terceiro lugar, completando o pódio, ficou com o norte-americano Adam Taylor. Apesar do favoritismo de Bob Burnquist para esse evento, a atenção foi toda para Pedro Barros. O competidor de apenas 14 anos, surpreendeu a todos depois de se classificar para as quartas de final em primeiro lugar entre seis atletas, e ainda, passar para a semifinal. O garoto prodígio acabou em quinto lugar na competição.

Nomes como Bob Burnquist, Sandro “Mineirinho”, Lincoln Ueda, Digo Menezes e Edgar Vovô, marcaram presença na MegaRampa. E assim, confirmam a fama brasileira de drops sensacionais no mundo do skate.

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OBS.1: O Brasil é o segundo mercado de skate do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Saiba mais sobre esse esporte radical nesse site com tudo o que você precisa saber!

OBS.2: Esse site oficial do grande vencedor da MegaRampa, em suas duas edições,Bob Burnquist , revela tudo sobre o atleta e é disponibilizado em dois idiomas.

OBS.3: O próximo evento de esportes radicais no Brasil, Oi Vert Jam, acontece ano que vem no Rio de Janeiro. Saiba mais sobre a atração e veja como foi a edição desse ano.





O amor que faz rir e chorar, pela Fraternal Cia de Arte e Malas-Artes

27 09 2009

por Cesar Santos

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Na abertura da peça “A História de Muitos Amores”, em cartaz no Teatro Popular do SESI, uma voz grave e masculina faz a leitura de um singelo poema a respeito da grande palavra-chave dessa noite: o amor. Se trata da voz de ninguém menos que Domingos Oliveira, o criador da estória. Ele nos indica que, nos próximos 100 minutos de duração, o mais nobre dos sentimentos humanos ganhará formas diversas e surpreendentes. As tais formas aparecem, ganham o foco e nos fazem beirar entre o riso e o choro. Exatamente as duas faces do genêro em questão – a tragicomédia -, não poderiam ser mais específicas pra representar as tradicionais máscaras que identificam o teatro.

A escolha do próprio cenário deixa claro a que veio. O circo, com sua tenda exuberante e painéis chamativos, reforça os aspectos coloridos e bonitos da situação. Há luzes devidamente adornadas na borda do palco e até mesmo um trapézio para que tudo soe real. Uma típica e antiga marchinha brasileira começa a tocar ao fundo, quando entram em cena os dois principais personagens: o anfitrião Portobello e o palhaço Pimpão (levados à vida pelos atores Aiman Hammoud e Fernando Paz, respectivamente) do Circo Portobello, que se divertem diante um “respeitável público”. Não podem esperar pelo o que irão ver – e que determinará todo o curso da trama -, mas a figura de uma mulher frágil aparecerá no pequeno picadeiro e trará compaixão, desejo, angústia não somente à eles como para toda a trupe. Esta mulher tão logo se revelará ser Ângela, uma moça que nunca trabalhou em um circo mas que acaba entrando para a equipe de Portobello. muitos_amores_009

Neste conjunto circense estão presentes ainda a dançarina Ana – interpretada por Luciana Viacava -, filha de Pimpão, e Pablo, o trapezista galanteador do ator Edgar Campos. Eles formam um casal enamorado mas que se defrontam com um cíumes intenso de ambas as partes. Além destes, dois personagens de caráter duvidoso se apresentam para a platéia como a dupla de negociadores, Lindolfo (Marcio Castro) e Dra. Gavião (Isadora Petrin), arrancando risadas de todos – sobretudo do público infanto-juvenil que também assiste ao espetáculo.

No entanto, é mesmo no que se refere ao gênero da peça onde ela ganha maior notoriedade. Cada ator tem com seu personagem um momento de alegria e prazer diante o amor, mas tão logo chegue a próxima cena e poderemos vê-lo sentindo tristeza, rejeição e profunda infelicidade. Dissabores que, se não atuados na vida cotidiana de cada um, na dos artistas sensíveis e falidos da Companhia Portobello, ele tende a se agravar significativamente. O final retrata esse ponto de esgotamento e torpor, sem cair em armadilhas fáceis, e nos fazendo pensar como concluíram de maneira tão única. Uma maneira em que a dúvida permaneça, porque por mais que o amor seja uma questão subjetiva, também é verdadeiramente humana e, portanto, complexa. A vida, a poesia e o circo terminam por se igualar à este sentimento: nos traz choro e risos intensamente.

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OBS.1:Agora, em Outubro, começam as apresentações do Festival de Circo do Brasil 2009. Quem se interessar pode assistir aos show que serão realizados em homenagem ao ano da França no Brasil, confira a programação especial.

OBS.2:Para ajudar a equipe técnica e todo o elenco na construção do universo circense visto em cena, foi contratado um profissional da arte. Chang é trapezista renomado, membro do Circo Espacial. Saiba mais sobre o Mago do Equilíbrio que ajudou na peça.





O espetáculo de Christian Lacroix

25 09 2009

Por Carmen Carolina Souza

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Em comemoração ao ano da França no Brasil, o Museu de Arte Brasileira (MAB) traz ao público uma exposição cheia de luxo, beleza e exuberância. Christian Lacroix: Trajes de Cena é uma amostra do que é capaz fazer um gênio da moda ao reunir várias artes e transformá-las em peças únicas e cheias de significado.lacroix 3

 No salão escuro do museu, focos de luz iluminam desenhos, rabiscos e anotações que mais parecem obras de arte, por tamanha perfeição e detalhe, do que um próprio esboço. Christian Lacroix toca firmemente o papel para desenhar trajes de peças de teatro, óperas e ballet que, como ele mesmo diz, vestem tanto o caráter do personagem quanto o corpo e o espírito do ator.

 No percurso, é possível apreciar de perto nas grandes vitrines toda a elegância e a audácia de quase 100 figurinos originais prontos, como os da peça de teatro Otelo e da ópera Carmem, enquanto uma música instrumental clássica faz a trilha sonora e garante ao expectador a sensação de fazer parte de um grande espetáculo.

 O ponte forte da exposição é um espaço central cercado de cortinas brancas onde são projetados espetáculos cujos figurinos são de autoria de Lacroix. No chão, trajes rodeados de flores amarelas, vermelhas e brancas disputam a atenção com outros suspensos no teto, fazendo uma bela composição. Um verdadeiro espetáculo ao nível de um grande artista.

 Impossível não se deslumbrar com a inspiração e o trabalho de Christian Lacroix. A amostra fica em cartaz de terça a sexta das 10h às 20h e sábados, domingos e feriados das 10h às 17h até dia 1º de novembro. Vale a pena conferir.

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OBS.1:Interessante conferir a audácia e a criatividade de Christian Lacroix também nas passarelas com sua nova coleção primavera-verão 2009/2010

OBS.2: A vida ea obra desse gênio da moda pode ser conferida no livro Christian Lacroix do escritor e crítico François Baudot.





XIV Bienal do Livro do Rio de Janeiro

24 09 2009

por Amanda Pirozzelli

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Na última semana, aconteceu a XIV Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no período de 10 a 20 de setembro. O evento ocorreu no Riocentro, maior centro de convenções da América Latina e contou com a presença de 640 mil pessoas, superando todas as expectativas de público, mídia e vendas, atingindo um crescimento de 30% desde a última edição. Ocorre há 26 anos e é um evento tanto cultural, como empresarial, uma vez que stands de editoras ficam expostos na feira.

Na edição deste ano, foi proposta uma renovação na programação, para que fosse mais dinâmica e diversificada, abordando gêneros da literatura clássica e atual, além de trazer novas formas de contato entre o público e os livros. Essa reformulação, contou também com a segmentação dos espaços, a fim de atender às mais diversas faixas etárias e perfis. Para isso, foram criadas 3 novas seções: Livro em Cena, Floresta de Livros e Mulher e Ponto, além da já conhecida Café Literário e de uma exposição. Abaixo, a descrição da programação:

café literárioCafé Literário: sucesso de público, consiste num bate-papo informal e intimista. Nesta edição foram 36 sessões onde os fãs e leitores puderam ver seus autores preferidos de perto. O professor de literatura da UERJ, escritor e crítico literário, foi o responsável por promover os debates. Nas sessões, que tem como principal característica a descontração, foram convidados autores nacionais e internacionais para debaterem temas como processo de criação, livros, idéias, personagens e gêneros. Contou com nomes como Leonardo Boff, Laurentino Gomes, Ruth Rocha e Joseph O’Neill. Vale ressaltar que as sessões internacionais tiveram tradução simultânea.
Mulher e Ponto: destinado às mulheres, que são mais da metade do público leitor do país, abordou temas variados, como comportamento, literatura, filosofia e relações amorosas. Apesar de tratar do mundo feminino, atraiu diversos públicos da Bienal. Sob curadoria de Sônia Biondo, teve presenças de Márcia Tiburi, Danuza Leão, Lia Luft, Patrycia Travassos, entre outros.
Livro em Cena: sob curadoria do ator e diretor Paulo José, local onde os personagens criaram vida, surgindo através de leituras dramatizadas de clássicos. Participaram nomes como Tony Ramos, Matheus Nachtergaele, Marília Pêra, Giulia Gam, Lázaro Ramos, Renata Sorrah.
Floresta de LivrosFloresta de Livros: espaço que esteve sempre cheio e destinado às crianças, no entanto também foi bem recebido por adultos. Área lúdico-narrativa, onde os visitantes puderam entrar em contato com livros e as histórias por eles trazidas. Comandada por João Alegria, tinha como objetivo a descoberta do prazer da leitura através de sons, tato e imagens. Além das Árvores Falantes, que interagiam contando histórias clássicas e contemporâneas da literatura infanto-juvenil, havia o Livro Mágico, a Sala Secreta, um espaço de descanso com sofás e livros que podiam ser manuseados e a Clareira, local em que os seres das histórias ganhavam vida ao se apresentarem.

Além destas seções, os visitantes puderam rever a exposição “José Olympio – Um editor e sua casa”, apresentada no ano passado na Biblioteca Nacional, uma homenagem a um dos principais editores do século passado, responsável por publicações das obras de Jorge Amado, Gilberto Freyre, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos. Teve a curadoria de José Mário Pereira Filho e projeto museográfico de Victor Burton. A mostra pretendia dar uma visão de como eram feitas as edições de livros na primeira metade do século XX.

Com um investimento de R$ 1,7 milhão, 30% a mais que em 2007, a XIV Bienal do Livro teve ao todo, mais de 100 autores brasileiros e 18 internacionais presentes nos 11 dias de evento. Estima-se que com o recorde de público e a reformulação da edição deste ano, tenham sido vendidos 2,45 milhões de livros.

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OBS.1: Para saber um pouco mais sobre a última edição do evento, é possível acessar o site da Bienal.

OBS.2: Leitura de trechos de Vidas Secas, por Matheus Nachtergaele na seção Livro em Cena.





Revelando a Maçonaria

23 09 2009

Por Paulo Lima

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Os adeptos do romance policial de Dan Brown poderão finalmente cessar o jejum. Na semana passada, chegou às estantes sua mais recente obra, “O Símbolo Perdido”. A continuação de “O Código da Vinci” é novamente protagonizada pelo perito em símbolos Robert Langdon, que desta vez percorre Washington em busca de decifrar a maçonaria. Por enquanto apenas disponível em inglês, o livro bateu o recorde de vendas no dia do lançamento, conforme sua editora e livrarias.

Apmaconariaós a publicação de “O Código da Vinci”, em 2003, de lá para cá vendidos 81 milhões de seus exemplares em escala mundial, o escritor norte-americano Dan Brown vinha adiando a apresentação de “O Símbolo Perdido”. A demora pode ser explicada pelo fato de que o autor teve de encarar várias distrações, assim como o sucesso, o processo por plágio (que ganhou) e as adaptações ao cinema. Sem contar as cansativas pesquisas que fez e a dificuldade em conciliar o complexo produto delas com um livro de acessibilidade a todos. Apesar de não possuir ligações com a maçonaria, Brown ficou também tentado por sua filosofia. Só não aderiu a ela porque teria de fazer votos de silêncio e, deste modo, o livro não sairia.

Nick Owchar, do Los Angeles Times, e Janet Maslin, do New York Times, foram os redatores das primeiras resenhas sobre “O Símbolo Perdido”. Owchar informa que Robert Langdon irá a Washington a convite de seu amigo rico Peter Solomon, um maçom de alto nível hierárquico, para proferir uma palestra. No entanto, ao chegar no Capitólio, onde aconteceria o evento, ele percebe que foi vítima de uma falcatrua. Maslin, por sua vez, dá enfoque ao arqui-inimigo da vez de Langdon, um psicopata prepotente que se autointitula Mal’akh (“anjo”, em hebraico), que submeterá o simbologista a mais provações, assim como prendê-lo em um tanque que ligeiramente se enche de água e dar-lhe apenas 60 segundos para desvendar um código de 64 símbolos.

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O livro chegou às livrarias no último dia 15, terça-feira. Segundo o grupo editorial Random House, em um só dia foram vendidos mais de um milhão de exemplares nos EUA, Canadá e Reino Unido. Foi a comercialização mais rápida de um romance para adultos, revelou a rede de livrarias inglesa Waterstone’s. No mesmo instante em que saiu o formato em capa dura, também foi disponibilizada a vertente e-Book. Quem estiver ansioso pela versão em português, terá que aguardar até o dia 4 de dezembro, quando estreia oficialmente no Brasil.

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OBS.1: Quem não deseja esvaziar o bolso no dia do lançamento nacional pode participar da promoção realizada pela editora Sextante e, com sorte, adquirir o seu exemplar de graça.

OBS.2: Os resenhistas devoradores do livro, nos sites dos respectivos veículos, têm suas reportagens publicadas na íntegra: Los Angeles Times e New York Times.

OBS.3: Você enxerga alguma relação entre “O Símbolo Perdido” e “The Secret”? A neurocientista Suzana Herculano-Houzel discorre que os dois têm tudo a ver.





Glória aos Bastardos

22 09 2009

Por Stefanie Duarte

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O festival de cinema do Rio de Janeiro estará a todo vapor dos dias 24 de setembro a 8 de outubro. Conhecido por ser a maior mostra de cinema do Brasil e da América Latina, os participantes poderão conferir atrações incríveis com mais de 90 filmes disponíveis em exibição.

Com estréia adiada no Brasil, o já sucesso de Quentin Tarantino “Bastardos Inglórios”, estrelado por Brad Pitt, teve sua estréia mundial dia 21 de agosto, mas por aqui os cinemas só começarão a exibi-lo no final de outubro. Mas, para quem for à mostra no Rio, é um drama de guerra imperdível e ainda, inédito. blog 002

Durante a II Guerra Mundial, um grupo de americanos recebe uma missão digna de tempos sombrios: caçar nazistas por trás das linhas inimigas na França, já ocupada pelas tropas de Hitler. Escolhidos com todos os cuidados possíveis, os “bastardos” são eficientes, brutais e aproveitam para distribuir vingança sem nenhum peso na consciência: têm origem judaica.

Seus objetivos vão além de eliminar os alemães, e isso que torna o filme mais interessante e surpreendente, afinal Tarantino molda uma teia de mistérios e ação entre homens que pretendem espalhar o pânico e o medo entre os alemães do front, numa missão entre caçadores e caçados com exércitos colocados em lados opostos..blog 004

Aplaudido em Cannes, em maio, o filme de 154 minutos mostra um Tarantino mais maduro, onde prefere convencer o público através, por incrível que pareça, dos diálogos bem montados e das tramas articuladas para deixar o espectador atônito, assim como seu exército de inglórios bastardos, mostrando que toda história, por mais linear que seja, sempre tem dois lados.

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OBS.1: Site oficial do Festival de Cinema do Rio 2009, com todas as informações que você precisa para não perder nenhum dia!

OBS.2: Mesmo sendo em inglês, esse é um site que contém um bom material sobre os filmes de Tarantino, vale a pena conferir!

OBS.3: Site oficial do filme com trailer disponível e informações.

OBS.4: Siga o twitter oficial do filme e fique por dentro de tudo que está acontecendo em torno do lançamento, elenco e toda a equipe.





Besouro – Nasce um herói

21 09 2009

Por Sally Borges

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A 82ª Edição do Oscar acontece apenas em 2010. Mas, dez filmes brasileiros já concorreram para disputar uma indicação para o evento do próximo ano. O escolhido foi Salve Geral, de Sérgio Rezende, estrelado por Andrea Beltrão. Só que, entre eles, estava Besouro – Nasce um Herói, do diretor estreante João Daniel Tikhomiroff que promete ser um sucesso nas telas de cinemas do Brasil.

Besouro3O filme que estréia dia 30 de outubro tem tudo para ser um estouro nas bilheterias brasileiras. A história se passa no Recôncavo Baiano, anos 20, e narra a trajetória de um capoeirista que luta com seu povo negro contra o preconceito e a opressão logo após Princesa Isabel abolir a escravidão. Besouro, na verdade se chamava Manoel Henrique Pereira e teve como grande adversário o Coronel Venâncio, uma pessoa fria e cruel. A partir daí, a história vai se desencadeando e o filme vai criando laços e identificações com o público. É um filme de ficção, cheio de fantasias e efeitos especiais, e baseia-se em uma história real, mas com relatos lendários, de um homem extraordinário que é super respeitado no mundo da capoeira.

Interpretado pelo capoeirista Ailton Carmo, Besouro é seu primeiro trabalho no cinema. Foi escolhido por João Daniel por ter experiências com a capoeira e ter fisionomia parecida com a do personagem. Gravado em três meses, as filmagens mostram muito o cenário baiano, e a capoeira tem uma extrema importância no filme, pois foi daí que surgiu a história e o nome do personagem, no qual, todo capoeirista tem direito de escolher seu nome novo, ou seja, Besouro. O filme também retrata muito o candomblé e a cultura negra, e deixará o publico ainda mais deslumbrado.

Besouro2O diretor carioca sempre teve uma rotina de pesquisar livros e devorá-los ao máximo. Encontrou um livro de Marco Carvalho, seu conterrâneo, que falava sobre a vida do capoeirista lendário. Após a leitura, João finalmente encontrou a história perfeita para seu primeiro longa metragem. Porém, teve que esperar quatro anos para que seu sonho virasse realidade. Apesar de o filme também contar a vida de Besouro, ele não é baseado no livro, e nem da ênfase histórico daquela época. A intenção do cineasta é trazer para a atualidade as lendas baianas de um homem que virou mito. É propagar esse mito para ser reconhecido no Brasil e até no mundo, saindo da roda da capoeira e ganhando um espaço como um personagem heróico. Não deixe de entrar nessa roda a partir de outubro.

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OBS.1: O filme não é muito conhecido e esperado pelo público. Mas, após esse trailer oficial, Besouro – Nasce um herói vai te deixar ansioso pela estréia.

OBS.2: O filme que espera sua brilhante estréia nos cinemas, conta com um blog informativo, no qual, relata todos os fatos antes do lançamento. Vale a pena visitar.

OBS.3: Ligado às novas mídias, o longa apresenta um twitter , onde os seguidores podem participar de promoções e estarem mais informados sobre o filme.

OBS.4: Quer saber mais sobre capoeira? Então entre nesse site completo sobre a luta que mostra sua origem, músicas e grandes mestres.





Música, sarcasmo e Broadway: a vida adulta segue pela Avenida Q

20 09 2009

Por Cesar Santos

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Faltam adjetivos para descrever, com fidelidade, o quão Avenida Q é um espetáculo grandioso. Em cartaz desde a segunda quinzena de Agosto, no Teatro Procópio Ferreira, em plena região central de São Paulo, a peça vem se mostrando uma ótima pedida para o público paulistano. A montagem empreitada pela dupla Claudio Botelho e Charles Moeller – responsável pela vinda de outros clássicos tais quais My Fair Lady e A Noviça Rebelde – têm uma produção esmerada e orçada em mais de R$ 3 milhões. O musical retrata a trajetória do recém-formado Princeton (interpretado por André Dias), que não sabe o que fazer da vida e procura um rumo ao alugar um apartamento na suburbana avenida. Ele se depara com a dura realidade do local por meio de situações com dois imigrantes – sendo um judeu e uma japonesa-, uma jovem professora, um intelectual enrustido, um garotão descolado e um ex-ator mirim negro, sem falar que ainda tem de ouvir conselhos de dois “Ursinhos do Mal”. Sempre com o melhor do humor politicamente incorreto.

Caracterizando a imponência da peça não estão apenas os cifrões investidos, mas absolutacenario-avenidaqmente tudo o que o espectador vê em mais de duas horas e vinte minutos de duração. Luz, trilha sonora e figurinos são impecáveis. O cenário é rico em detalhes e possui, inclusive, uma camiseta da seleção brasileira estendida no parapeito de uma janela, a fim de ambientalizar o enredo. Dezesseis bonecos se revezam nas mãos de cinco atores excelentes e que sincronizam com perfeição as dores e sabores de cada personagem. Os destaques vão para a afinidade entre Renata Ricci e Fred Silveira, na coordenação de movimentos – e pela entrega à atuação, sendo que Renata chega a chorar verdadeiramente durante uma cena -, e para a atriz Sabrina Korgut, que maneja simultaneamente a doce Kate Monstra e a fogosa Lucy de Vassa.

O espetáculo tem piadas bem atuais em seu repertório cômico, além de muitas referências ao mundo pop, desde a comparação entre o personagem Gary Coleman com o famigerado garoto-propaganda de cigarros feitos de chocolate por uma marca brasileira, até ao recente caso da cantora Vanuza, que errou a letra do hino nacional em uma cerimônia. Para os fãs do desenho japônes Dragon Ball, há uma pequena homenagem feita por Japaneuza – levada à vida pela estonteante Claúdia Netto – com seu grito “Kame Hame Ha”. Se todo o conjunto de quem e do quê está à frente do palco já não fosse bom o bastante, o que está por detrás dele garante momentos ainda mais notáveis. Há uma direção dinâmica que guia o show e, para torná-lo digno desse título, uma orquestra ao vivo – formada por seis músicos e situada atrás do cenário – embala os números musicais como Merda, Se você fosse Gay, Todo mundo é meio racista e outros tantos.

cena-avenidaqEnfim, gerando múltiplas reações, das lágrimas ao incontrolável deslumbramento, o musical serve como uma grande lição de vida transmitida desta vez aos mais crescidos, por bonecos menos respeitosos do que seus colegas, advindos dos The Muppets e do pioneiro Vila Sésamo. O ensinamento sobre o dia-a-dia moderno que espera cada um, com seus problemas e ironias, que pode ser visto agora pelos adolescentes que buscam um caminho, ou simplesmente para os adultos que querem rever os passos que levam à ele. Vale a pena conhecer esse rumo. Siga direto até a Avenida Q. 

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OBS.1: Muitas pessoas que assistem à montagem brasileira, principalmente os mais jovens, acabam não sabendo, mas há mais graça do que parece no personagem Gary Coleman. Isso porque ele é baseado em um ator da vida real, que fez muito sucesso nos anos 80.

OBS.2: As redes sociais estão causando uma evolução peculiar no rumo dos grandes musicais da Broadway. Next to Normal é o primeiro a ter performances realizadas via Twitter.

OBS.3: Descobriu que seu dom é mesmo cantar, dançar e atuar? Está disposto à encenar peças musicais? Então, você pode tentar a sorte e fazer parte do curso Making Musicals ,com aulas direcionadas e palestras de gente que entende do assunto – como o supracitado Claudio Botelho.





Beatles revival

18 09 2009

Por Carmen Carolina Souza

É certo que os Beatles não saem da cabeça dos eternos fãs e dos apaixonados por boa música. E nem poderia. Mesmo após quase quatro décadas do término da banda, ela ainda é uma grande aposta do mercado comercial.

Este mês, dois grandes lançamentos envolvem o nome da famosa banda de Liverpool. A série de videogame “Rock Band” lançou como quarta edição o The_Beatles_Rock_Band_box_art1jogo “Rock Band: The Beatles”, que permite aos jogadores tocar e cantar 45 dos mais famosos hits do quarteto, como “I Want to Hold Your Hand”, “Lucy in the Sky With Diamonds” e “Hard Day’s Night”. Com gráficos excelentes, caricaturas bem próximas ao real, inclusive dos instrumentos, é possível percorrer desde cenários de shows até os mais inusitados, como o famoso telhado da gravadora Apple, e acompanhar as transições, não apenas musicais, mas também de estilo, de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Outro lançamento é a coletânea de 16 CD’s contendo os 14 álbuns lançados pela banda durante toda sua carreira. Os CD´s foram remasterizados e possuem a capa com réplica da arte original. Além de todos os sucessos, os fãs ainda podem conferir pequenos documentários com fotos e vídeos exclusivos.

beatles_CDsComo toda boa estréia dos Beatles, os lançamentos não poderiam deixar de ter algo bem marcante e particular. A data minuciosamente escolhida foi 09/09/2009, inspirada na canção “Revolution 9” de 1968. Pela simetria numérica e pela importância de tais lançamentos, recebeu o nome de “Beatles day”, fato que se torna mais um marco na carreira do grupo.

Trazer para a atualidade uma das melhores e mais influentes bandas é um ganho para o cenário musical. Os Beatles continuam fazendo história e mostrando o que é boa música. Os beatlemaníacos agradecem.

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OBS.1: Para quem ficou com a curiosidade aguçada, vale a pena conferir o trailler do jogo.

OBS.2: Confira o depoimento animado de quem já jogou e aprovou o Rock Band: Beatles.

OBS.3: Veja como foi a repercussão dos lançamentos em várias partes do mundo.

 








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