Por Paulo Lima
Na década de 1970, duas meninas baixinhas e duronas disputavam pela atenção dos fãs de quadrinhos nas bancas brasileiras. Depois de quase 40 anos, elas voltam a se encontrar, desta vez com corpos esguios, roupas e acessórios descolados (destoando dos invariáveis vestidinhos) e desafios típicos da adolescência. Personagens clássicos do mundo infantil, Mônica e Luluzinha cresceram e, com isso, revelaram nova receita para o sucesso. Só a dentucinha chegou a desbancar em vendas o veterano Homem-Aranha, em marco sem precedentes.
Em agosto do ano passado, em meio a caras de espanto e desconfiança, estourou a notícia que um dos mais renomados gibis made in Brasil, que há quatro décadas influenciou e formou gerações, recebeu uma nova vertente. A proposta de Maurício de Souza era testar um projeto que há anos vinha maturando mas que relutava em botar em prática: crescer seus personagens. Conforme declarou o quadrinista em entrevistas, a mudança foi repensada várias vezes porque talvez não estivesse preparado para suportar o baque de ver seus “filhos” com 16 anos.
Foi decidido que a nova revista contaria com o estilo mangá, teria as suas páginas em preto-e-branco e, durante as histórias, seriam abordados temas mais sérios como bebidas, drogas e sexo. Na prática, apesar de algumas concessões, o autor perceptivelmente mantém seu estilo original de desenhar. Os assuntos pesados, se entram em discussão, são tratados de maneira superficial. E o grande chamariz fica mesmo por conta da surpresa ao ver os personagens em sua versão adolescente. A Mônica agora é esbelta, controlada e divide a atenção entre o coelho de pelúcia e o laptop; a Magali continua glutona, mas vive de dieta; o Cebolinha, que exige ser chamado de Cebola, passou por uma fonoaudióloga e só troca as letras quando fica nervoso; por fim, o Cascão toma banho, mesmo que ainda não goste, e usa brinco. Embora a iniciativa tenha gerado controvérsias, foi recebida com êxito não só pelos jovens como por crianças e adultos.

De olho nos excelentes resultados, a editora Ediouro, pelo selo Pixel, lançou em junho deste ano a versão jovem de Luluzinha, também em estilo japonês. A grande diferença está na presença de algumas páginas coloridas, no traçado mais fidedigno ao mangá, nas histórias mais maduras e menos cômicas e na interação entre os leitores e a protagonista (que pede ajuda na resolução de charadas e comentários em “seu” blog).
O primeiro número de “Turma da Mônica Jovem” teve uma tiragem de 80 mil exemplares que, devido o sucesso, saltou para 230 mil. Nas edições posteriores, o número aumentou para 375 mil, com um pico de 405 mil na edição que mostrava o polêmico beijo entre Mônica e Cebolinha . O número bate os 350 mil do sucesso das HQs “Homem-Aranha”, recorde conseguido com a publicação da edição de janeiro, onde o cabeça-de-teia topa com o recém-empossado Barack Obama. Já “Luluzinha Teen”, desde seu lançamento, mantém os 100 mil.
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OBS.1: A equipe do blog “Melhores do Mundo” fez uma análise do primeiro número de “Turma da Mônica Jovem”. Apesar da linguagem nada polida, o texto mostra uma primeira impressão aprofundada e toca em pontos cruciais acerca da transformação da revista, dos personagens e da trama.
OBS.2: Como Luluzinha é um patrimônio global, a “audácia” brasileira de crescê-la ocasionou alfinetadas de críticos de outros países.
OBS.3: Toda a jornada de chegada, fixação e difusão dos mangás em território ocidental é minuciosamente delineada na coluna d’O Povo Online.

A atração, de maior visibilidade desse esporte, foi idealizada há seis anos pelo skatista americano Danny Way, e projetada pelo construtor civil, também americano, John Tyson. Hoje, ela se tornou a modalidade mais radical do skate, no qual, poucos atletas são corajosos o bastante para enfrentá-la. Os competidores audaciosos conseguem atingir cerca de 80km/h, e ainda conseguem realizar manobras e saltos a 20 metros livres. São realizadas manobras básicas e complexas na Jump Ramp, que nesse caso, atinge 70 pés, e no Quarter Pipe.




Café Literário: sucesso de público, consiste num bate-papo informal e intimista. Nesta edição foram 36 sessões onde os fãs e leitores puderam ver seus autores preferidos de perto. O professor de literatura da UERJ, escritor e crítico literário, foi o responsável por promover os debates. Nas sessões, que tem como principal característica a descontração, foram convidados autores nacionais e internacionais para debaterem temas como processo de criação, livros, idéias, personagens e gêneros. Contou com nomes como Leonardo Boff, Laurentino Gomes, Ruth Rocha e Joseph O’Neill. Vale ressaltar que as sessões internacionais tiveram tradução simultânea.
Floresta de Livros: espaço que esteve sempre cheio e destinado às crianças, no entanto também foi bem recebido por adultos. Área lúdico-narrativa, onde os visitantes puderam entrar em contato com livros e as histórias por eles trazidas. Comandada por João Alegria, tinha como objetivo a descoberta do prazer da leitura através de sons, tato e imagens. Além das Árvores Falantes, que interagiam contando histórias clássicas e contemporâneas da literatura infanto-juvenil, havia o Livro Mágico, a Sala Secreta, um espaço de descanso com sofás e livros que podiam ser manuseados e a Clareira, local em que os seres das histórias ganhavam vida ao se apresentarem.
ós a publicação de “O Código da Vinci”, em 2003, de lá para cá vendidos 81 milhões de seus exemplares em escala mundial, o escritor norte-americano Dan Brown vinha adiando a apresentação de “O Símbolo Perdido”. A demora pode ser explicada pelo fato de que o autor teve de encarar várias distrações, assim como o sucesso, o processo por plágio (que ganhou) e as adaptações ao cinema. Sem contar as cansativas pesquisas que fez e a dificuldade em conciliar o complexo produto delas com um livro de acessibilidade a todos. Apesar de não possuir ligações com a maçonaria, Brown ficou também tentado por sua filosofia. Só não aderiu a ela porque teria de fazer votos de silêncio e, deste modo, o livro não sairia.




O filme que estréia dia 30 de outubro tem tudo para ser um estouro nas bilheterias brasileiras. A história se passa no Recôncavo Baiano, anos 20, e narra a trajetória de um capoeirista que luta com seu povo negro contra o preconceito e a opressão logo após Princesa Isabel abolir a escravidão. Besouro, na verdade se chamava Manoel Henrique Pereira e teve como grande adversário o Coronel Venâncio, uma pessoa fria e cruel. A partir daí, a história vai se desencadeando e o filme vai criando laços e identificações com o público. É um filme de ficção, cheio de fantasias e efeitos especiais, e baseia-se em uma história real, mas com relatos lendários, de um homem extraordinário que é super respeitado no mundo da capoeira.
O diretor carioca sempre teve uma rotina de pesquisar livros e devorá-los ao máximo. Encontrou um livro de Marco Carvalho, seu conterrâneo, que falava sobre a vida do capoeirista lendário. Após a leitura, João finalmente encontrou a história perfeita para seu primeiro longa metragem. Porém, teve que esperar quatro anos para que seu sonho virasse realidade. Apesar de o filme também contar a vida de Besouro, ele não é baseado no livro, e nem da ênfase histórico daquela época. A intenção do cineasta é trazer para a atualidade as lendas baianas de um homem que virou mito. É propagar esse mito para ser reconhecido no Brasil e até no mundo, saindo da roda da capoeira e ganhando um espaço como um personagem heróico. Não deixe de entrar nessa roda a partir de outubro.
mente tudo o que o espectador vê em mais de duas horas e vinte minutos de duração. Luz, trilha sonora e figurinos são impecáveis. O cenário é rico em detalhes e possui, inclusive, uma camiseta da seleção brasileira estendida no parapeito de uma janela, a fim de ambientalizar o enredo. Dezesseis bonecos se revezam nas mãos de cinco atores excelentes e que sincronizam com perfeição as dores e sabores de cada personagem. Os destaques vão para a afinidade entre Renata Ricci e Fred Silveira, na coordenação de movimentos – e pela entrega à atuação, sendo que Renata chega a chorar verdadeiramente durante uma cena -, e para a atriz Sabrina Korgut, que maneja simultaneamente a doce Kate Monstra e a fogosa Lucy de Vassa.
Enfim, gerando múltiplas reações, das lágrimas ao incontrolável deslumbramento, o musical serve como uma grande lição de vida transmitida desta vez aos mais crescidos, por bonecos menos respeitosos do que seus colegas, advindos dos The Muppets e do pioneiro Vila Sésamo. O ensinamento sobre o dia-a-dia moderno que espera cada um, com seus problemas e ironias, que pode ser visto agora pelos adolescentes que buscam um caminho, ou simplesmente para os adultos que querem rever os passos que levam à ele. Vale a pena conhecer esse rumo. Siga direto até a Avenida Q.
jogo “Rock Band: The Beatles”, que permite aos jogadores tocar e cantar 45 dos mais famosos hits do quarteto, como “I Want to Hold Your Hand”, “Lucy in the Sky With Diamonds” e “Hard Day’s Night”. Com gráficos excelentes, caricaturas bem próximas ao real, inclusive dos instrumentos, é possível percorrer desde cenários de shows até os mais inusitados, como o famoso telhado da gravadora Apple, e acompanhar as transições, não apenas musicais, mas também de estilo, de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.
Como toda boa estréia dos Beatles, os lançamentos não poderiam deixar de ter algo bem marcante e particular. A data minuciosamente escolhida foi 09/09/2009, inspirada na canção “Revolution 9” de 1968. Pela simetria numérica e pela importância de tais lançamentos, recebeu o nome de “Beatles day”, fato que se torna mais um marco na carreira do grupo.
